KPMG aponta megatendências que irão impactar os governos nos próximos 20 anos

20/01/2014 - O relatório “O Futuro do Estado em 2030” (The Future State 2030, em inglês), desenvolvido pela KPMG, apresenta, em detalhes, as nove megatendências mundiais que englobam os desafios que vão exigir atenção dos governos em todo o mundo, nas próximas duas décadas. São elas: Mudanças demográficas; Ascensão das classes sociais; Inclusão tecnológica; Economias interligadas; Dívida Pública; Alterações no poder econômico das nações; Mudanças climáticas; Escassez de recursos; e Urbanização.

“Os governos precisam refletir, planejar e agir de forma diferente. Em certos casos, eles devem fazer isso de forma drástica se quiserem estar preparados para as megatendências globais que estão gerando uma tensão cada vez maior sobre o uso dos recursos e da capacidade econômica mundial”, afirma Mauricio Endo, sócio da KPMG no Brasil e líder para o setor de Governo e Infraestrutura.

Segundo o relatório, os governos estão focados no curto prazo, devido a vários motivos, incluindo a crise econômica mundial e as suas consequências. Porém, o momento é crítico e é necessário adotar uma visão de futuro menos imediatista e mais estratégica em relação aos desafios sociais e ambientais que estão mudando em ritmo acelerado. “Caso mudanças significativas não aconteçam, o impacto dessas nove megatendências superará em grande escala a capacidade dos governos de atender às necessidades e às exigências das partes interessadas nos próximos 20 anos”, analisa o sócio.

Brasil deve atentar às “alterações no poder econômico das nações”
As megatendências estão altamente interconectadas, mas não terão o mesmo impacto em todas as partes do mundo. Por isso, os governos precisarão adotar respostas diferentes.

“Países do Brics, como o Brasil, estão no foco central da megatendência de ‘alterações no poder econômico das nações’. Por isso, dentre outras ações, é importante rever a forma de gerir o investimento estrangeiro direto de seus ativos nacionais; implementar estratégias para atrair o investimento estrangeiro; ampliar a participação em acordos internacionais de comércio; dentre outras ações”, comenta Endo.

O executivo também lembra que o Brasil já convive com muitas destas megatendências, como mudança demográfica, ascensão das classes sociais e urbanização. “Hoje enfrentamos, por exemplo, o problema de trânsito caótico nas grandes cidades do país. Os governos precisam, portanto, se preocupar com transportes, vias públicas, ou seja, enfrentar os desafios que a crescente urbanização traz para a infraestrutura das cidades”.

Por fim, o relatório apresenta uma revisão estratégica da KPMG em relação à política, às mudanças regulatórias e aos programas que os governos precisarão analisar, bem como as estruturas e as habilidades necessárias para implementar de forma eficiente essas mudanças.

“Para apresentar programas eficazes em um ambiente operacional que passa por mudanças em ritmo acelerado, os governos precisarão analisar minuciosamente suas próprias habilidades e competências, incluindo avaliações de risco e gestão de mudanças, comprometimento das partes interessadas e desenvolvimento de uma conscientização internacional, tudo isso mediante um planejamento de mais longo prazo”, finaliza.

O relatório “O Futuro do Estado em 2030” está disponível em kpmg.com/futurestate.

Sobre a pesquisa
A KPMG Internacional contratou o Centro Mowat da Escola de Política Pública e Governança da Universidade de Toronto, no Canadá, para conduzir de forma independente a pesquisa “O Futuro do Estado em 2030”, que identifica as megatendências que devem impactar de forma significativa os governos no mundo inteiro até 2030. Para identificar e obter mais detalhes sobre essas tendências e seus impactos, o Centro Mowat utilizou uma variedade de projeções obtidas de renomadas fontes acadêmicas e internacionais, além de ter realizado uma série de entrevistas com especialistas de diferentes regiões e setores do mundo. Em resposta a essas tendências, a KPMG delineou suas implicações e recomendações para os governos.

Fonte: RicardoViveiros

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